Entre um novo Tele Teatro da Tv Cultura que estou ensaiando ( Greta Garbo quem diria, acabou no Irajá)e A Importância de Ser Fiel ... Trago os últimos acontecimentos ... O novo Papa ..., talvez uma nova era , Quem sabe? O que será do Catolicismo ? desse novo mundo? o que será da gente afinal, dos nossos filhos e netos?. O que deixaremos para eles? Essas questões permanentes de sobrevivência me instigam a querer conhecer o desconhecido... o novo ... Talvez uma nova dramaturgia... talvez enxergar um novo horizonte, uma nova perspectiva ... Não sei, ... “Ando por aí tentando me encontrar “... Afinal,
“Somos só um corpo Um corpo que sente Um corpo de cólera Um corpo de misericórdia Este que nos movimenta Que nos sustenta Nos acalenta Somos só um corpo Gelado- morto-ausente Perambulantes -Alto-falantes Seres-passantes Somos só de um corpo. Daqueles que nos esquecem , que nos somam -que nos me prezam.” Somos <
Escrito por Bárbara Paz às 18:26
[ ]
|
Vou tentar esboçar algumas palavras , Já que o silencio é grande Estou como uma alga no mar , sobre as águas , um pouco teia um pouco alga . Toco quase sem querer , me amarro e trilho no silencio um desenho indefinido Não consigo ainda esboçar nem explicar que tipo de sentimento me move a fazer tal obra . Mas estou bem , boiando nesta ondas As vezes quero ficar na superfície , não quero um mergulho , não quero ser salva Quero apenas nadar ... As vezes quero ser como um golfinho , descobrir segredos mais profundos e me afogar . Estou hoje tentando me achar no meio deste oceano , Não sei se quero ir para beira , talvez em alto mar seja melhor , Você já tem um barco , você já’tem raízes num porto , por mais que este barco para você esteja precisando de remendos e você ache que não tenha mais salvação . Você passou boa parte com ele , cuidando e dando amor .. Como sou apenas uma alga , não quero que abandones o seu barco Sou apenas uma alga que não sabe o que quer , Sou apenas parte deste oceano , parte que vai se arrastando ate zelar em algum porto desabrigado . Esta teia ou alga tem raízes também , mas que a tempos eu tento arrancar , são raízes de uma passado próximo , que ainda não amadureceram . Mas espero logo a chegada de uma nova estação . Talvez com a chegada de um novo sol . Consigo plantar novas sementes e talvez aquela velha raiz apodreça . Mas enquanto isso não quero movimentar as ondas deste oceano quero deixar a sinceridade do mar falar mais alto .
Vamos nadar sem pensar em desaguar , sem pensar no depois . Deixar este som que vem lá do fundo ecoar em algum canto dentro de nós. Não quero ser motivo dos barcos afundarem . Moro no mar , neste oceano de amor que quase sempre nos perdemos , quase sempre nos afogamos . E nem sempre tem bóia a vista .
Escrito por Bárbara Paz às 13:06
[ ]
|